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Vol. 12, N.º 8
5 de agosto de 2026
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Revisão · Preservação da fertilidade

Congelamento eletivo de óvulos: quantos são suficientes, e quando

Modelagem de probabilidade acumulada por idade e número de ovócitos

Luiza Prado, Ernesto Vidal

5 de agosto de 2026 · Vol. 12, N.º 8 · 11 min · DOI 10.55555/tfc.2026.0805

Aos 32 anos, 15 ovócitos maduros dão cerca de 70% de chance de ao menos um nascido vivo; aos 39, o mesmo número entrega menos da metade disso.

Resumo

Escopo

Revisão de modelos preditivos de nascido vivo a partir de ovócitos vitrificados, com curvas por idade no congelamento.

Principais achados

A idade no congelamento é o determinante dominante; o número de ovócitos age como modulador. Abaixo de 35 anos, o retorno marginal por ovócito adicional cai visivelmente após o 15.º. Acima de 38 anos, permanece alto e não satura na faixa clinicamente alcançável.

Aplicação

A conversa deve começar por idade e expectativa, não por número.

O problema da pergunta errada

A pergunta que chega ao consultório é quase sempre "quantos óvulos eu preciso congelar". A resposta útil raramente é um número: é uma curva, e a posição da paciente nessa curva é definida antes de tudo pela idade em que ela congela.

O que a modelagem mostra

Para uma mulher de 32 anos, a probabilidade de ao menos um nascido vivo cresce rapidamente até cerca de 15 ovócitos maduros e depois desacelera. Para uma mulher de 39, a mesma curva é mais baixa e mais lenta, e continua subindo em faixas que exigiriam múltiplos ciclos.

Figura 1. Probabilidade de ao menos um nascido vivo

0%25%50%75%100%51015202530ovócitos maduros vitrificados32 anos39 anos
Curvas por idade no congelamento, em função do número de ovócitos maduros vitrificados.

O que dizer

Apresentar a curva, não o número. Deixar explícito que congelar não é garantia, e que a taxa de utilização observada — em torno de 12% em coortes com seguimento longo — importa tanto quanto a taxa de sucesso.

Referências

  1. Prado L. Taxa de utilização de ovócitos vitrificados em dez anos de seguimento. TFC. 2025;11(6):288-95.
  2. Vidal E. Modelos preditivos em preservação eletiva: validação externa. Cad Reprod Hum. 2026;13(1):5-14.

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